Trabalhos foram feitos durante as aulas
Pelo menos dez adolescentes de 13 a 25 anos da Apae puderam expor seus sentimentos em uma obra que será vista pelo público em geral. ''É a primeira vez que eles expõem o que gostam na madeira'', assinalou a diretora da instituição, Irene Frutuoso.
Segundo ela, o trabalho envolveu alunos com múltiplas deficiências e foi desenvolvido junto ao conteúdo das aulas de educação artística. ''Temos um local adequado para a prática de artes e a construtora doou as telas e as tintas'', completou Irene.
Já as professoras do Instituto Comunicar e Crescer aproveitaram as aulas sobre cuidados com o meio ambiente para contextualizar os oito pequenos painéis. ''Eles construíram quase que uma história em quadrinhos, falando sobre plantas, natureza morta e viva'', afirmou a diretora da entidade, Silvia Crusiol.
Conforme ela, os 16 adolescentes entre 14 e 22 anos envolvidos no projeto prepararam um painel especial, ilustrado somente com ipês. ''Meio ambiente será o tema do bimestre. Eles tiveram a visita da biblioteca móvel no início das aulas, assistiram filmes, leram livros sobre o assunto e agora estão pintando.''
Para Silvia, a experiência ''é muito rica para os alunos, que estão aproveitando tudo''. ''Eles sempre pintaram, mas nada assim tão grande. Além disso, é um modo deles saberem o que estão aprendendo e entenderem que a obra deles será exposta, com o nome deles, para o público'', declarou a diretora, que trabalha com pessoas com deficiência mental e síndrome de down, hiperativos e autistas. (M.G.)





