As Promotorias das Comunidades foram criadas em maio de 1995 pela Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná para facilitar o acesso da população carente de Curitiba à Justiça. Atualmente são feitos cerca de 400 atendimentos semanais - em 97% dos casos o acordo entre as partes é feito imediatamente. Instaladas em escolas, centros comunitários, salões paroquiais, sedes de associações de moradores, as promotorias funcionam de segunda à quinta-feira, sempre à noite, com trabalho voluntário dos promotores.
Para cada bairro foi designado um promotor responsável pelo atendimento na área de defesa do consumidor, do meio ambiente, da saúde do trabalhador, dos direitos e garantias constitucionais, pessoas portadoras de deficiência, criança e adolescente e proteção ao patrimônio público.
Os promotores auxiliam a população da periferia na emissão de documentos, na defesa do consumidor, no direito da família, em questões ambientais, na instalação de telefones públicos, na coleta de lixo, na obtenção de benefícios previdenciários, no encaminhamento a hospitais e até a encontrar parentes desaparecidos.
A procura pelo atendimento vem aumentando, principalmente nas promotorias do Bolsão Sabará e Bairro Alto. O levantamento feito pela coordenação das promotorias mostra que a maior parte das pessoas atendidas é de mulheres, com idades entre 25 e 30 anos, subempregadas ou desempregadas. Elas buscam informações principalmente sobre pensão alimentícia e sobre como proceder em caso de violência familiar.
O Paraná foi pioneiro na instalação destas promotorias. ‘‘Iniciamos aqui em Curitiba um trabalho que está dando certo, tanto que Londrina e Ponta Grossa já têm instaladas suas Promotorias das Comunidades’’, diz Sotto Maior.
A Promotoria da Comunidades de Londrina foi instalada em 22 de outubro do ano passado. O atendimento é feito nas terças, quartas e quintas-feiras por dez promotores de Justiça, dez estagiários, um advogado da prefeitura e técnicos em Previdência Social. Em Ponta Grossa, a Promotoria das Comunidades foi instalada dia 19 de novembro de 1996, nos bairros Sabará, Palmeirinha, Vila Maria Otília e Vila Francelina. Maringá, Campo Mourão e Foz do Iguaçu também têm suas promotorias da comunidade.
Veja a seguir a escala de atendimento das Promotorias das Comunidades em Curitiba: Sítio Cercado, promotora Maria Lucia Moreira, quartas-feiras, das 18 às 22 horas, no Conjunto Parigot de Souza (Rua Professora Deominda Santos Fernandes s/nº); Vila Centenário, promotora Dagmar Nunes Gaio, quartas-feiras, das 18 às 22 horas, no Salão Paroquial N.S. do Rosário do Belém (Rua Amador Bueno, 100); Bolsão Sabará, promotor Luiz Eduardo Canto Bueno, quintas-feiras, das 18 às 22 horas, na Creche Itacolomi Sabará (Rua 14, 70); Bairro Alto, promotor João Henrique Vilela, segundas-feiras, das 18 às 22 horas, na Escola Cônego Camargo (Rua Rio Jari, 100); Vila Guaíra, Alberto Velozo Machado, quartas-feiras, das 18 às 22 horas, no Centro Comunitário Felício da Costa Vieira (Rua Pernambuco, 1250); São Bráz, promotora Maria Tereza Uille Gomes, Terças-feiras, das 18 às 22 horas, na Escola São Bráz (Rua Toaldo Túlio, 2830); Barreirinha, promotor Moacir Gonçalves Nogueira Neto, segundas-feiras, das 18 às 22 horas, na Associação Acasise (Avenida Anita Garibaldi s/nº, ao lado da Igreja Santa Efigênia).

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