Rolândia - O Centro de Recuperação Vida Nova (Cervin), fundado em Rolândia há 21 anos, tem sido referência na recuperação de dependentes de drogas e álcool, recebendo adolescentes, jovens e adultos de todas as regiões do Brasil e até de países vizinhos, como Paraguai e Bolívia. Agora, o centro conta com uma ajuda extra. Jovens voluntários, principalmente da Alemanha, em vez de prestar serviço militar obrigatório, durante 11 meses, em seu país de origem, optam por trabalhar em uma entidade filantrópica. Reconhecido como instituição de utilidade pública pelo Estado e também pela União, o Cervin é credenciado pelo governo alemão para acolher, oficialmente, esses jovens.
Ao todo, 25 estrangeiros já trabalharam no Centro Vida Nova e puderam desfrutar da tranquilidade do sítio de 30 hectares, localizado num vale verde da Gleba Bandeirantes, cerca de 4 km do Centro de Rolândia. O local abriga 55 internos, com idade a partir dos 12 anos, que buscam encontrar um novo sentido para a vida.
Philip Geppert, 20 anos, filho de missionários atuantes na Espanha, e que retornou recentemente para a Alemanha, inclui-se entre esses voluntários. Ele conta que foi uma experiência rica ter passado um ano acompanhando o tratamento dos alunos no Cervin. ''É algo motivador poder repartir um pouco daquilo que Deus tem me dado. Na verdade, eu é que saio enriquecido desse relacionamento, pois pude compreender melhor a realidade de vida de muitos jovens dependentes'', comenta.
Fazendo uma comparação entre o modo de vida nos países do Primeiro Mundo e a realidade que vivenciou por aqui, Philip disse que a corrida por mais riqueza tem esfriado o relacionamento das pessoas nos países ricos. ''Aqui, o contato é mais vivo entre as pessoas. Não é preciso ter muito para ser feliz'', observa.
Outros cinco jovens acabam de chegar da Alemanha com o mesmo objetivo de Philip. Tobias Quadflieg e Stefan Lindnel, ambos com 19 anos, e Tobias Herkmeir, 21 anos, também trocaram o serviço militar pelo trabalho voluntário no Cervin. Já Max Friedrich, 20 anos, e Andréas Schiller, 24 anos, vieram por opção, sem a obrigatoriedade da troca pelo serviço militar.
Lindnel diz que sua escolha baseou-se no desejo de realizar algo que possa fazer sentido em sua vida. Heckmeier explica que queria adquirir experiência num campo missionário. Já Quaflieg conta que procura desenvolver um trabalho que realmente seja útil para a sua vida.
Andréas, que morou com os pais dos 6 aos 14 anos no Quênia, disse ter vindo para servir, mas também para conhecer uma nova cultura e uma nova língua. Max, por sua vez, conta que, antes de entrar na faculdade, quis consagrar este tempo ao trabalho voluntário. ''Acredito que este ano aqui fará diferença em nossas vidas'', complementa.

Serviço: - Mais informações sobre o Cervi pelo fone (43) 3256-3325 ou pelo site http://www.cervin.org.br/.

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