Trabalho voluntário dos cabeleireiros

As doações que chegam ao Hospital do Câncer são encaminhadas aos parceiros para confecção das perucas. O salão Yuri Cabeleireira foi o primeiro parceiro do HC. Os donos, Elaine e Silvio Cravolé, contam que a iniciativa começou com a mãe de Silvio, Luzia Mityo Cravolé, que foi proprietária do salão por 53 anos, até falecer há 2 anos.
Luzia trabalhava na confecção de perucas e decidiu transformar o seu oficio em um trabalho social. "Quando ela teve câncer conheceu o trabalho de assistência que o hospital faz e decidiu ajudar. Quando ela morreu, meu marido continuou com o trabalho", contou Elaine, dizendo que o salão costuma entregar no mínimo dez perucas por mês à instituição.
As mechas separadas por cor e textura. Depois de montadas, as perucas passam pelas mãos habilidosas do cabeleiro Leonardo Pompeo, que finaliza o corte e faz os penteados. Um trabalho totalmente voluntário. "É tão bom ver uma pessoa em tratamento aumentar a sua autoestima."
Pompeo explica que quem pretende fazer uma doação precisa tomar alguns cuidados. "A pessoa deve cortar mecha por mecha, separá-las em mechas finas e amarrar bem com um elástico para os fios não escaparem. O cabelo tem que ter no mínimo 15 centímetros, senão não é possível montar as perucas", orientou. É preciso ter cuidado também para não amarrar o cabelo molhado. (A.M.P.)





