Trabalho voluntário cresce em Londrina
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segunda-feira, 06 de dezembro de 2004
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Bom para quem faz, bom para quem recebe. A frase está sempre na ponta da língua de quem torna-se voluntário, mas este tipo de ação hoje significa muito mais que uma grande via de mão dupla. Reflete a busca por soluções de problemas comunitários mundiais, que em muitos casos têm fugido ao controle dos governos. Em Londrina, segundo dados constantes no Mapa do Terceiro Setor, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no mês passado, estima-se que existam 400 organizações e entidades sem fins lucrativos em atuação. Destas 250 devidamente cadastradas.
O município concentra as atividades do chamado terceiro setor nas áreas de educação, assistência e promoção social, desenvolvimento comunitário e saúde. Além das Organizações Não Governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), grupos formados dentro de empresas vêm realizando trabalhos exemplares. Na semana passada a Folha divulgou as ações desenvolvidas pelo Comitê da Solidariedade dos Funcionários da Sercomtel, por exemplo, que durante todo o ano arrecada tíquetes-refeição e os converte em casas, remédios, cobertores para famílias carentes.
Na última sexta-feira, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizou o 1º Encontro de Prestadores de Serviço Voluntário, que contou com a participação de parte dos 270 homens e mulheres cadastrados no Programa do Serviço Voluntário da universidade, implantado há dois anos. Segundo o pró-reitor de extensão, Gilberto Hildebrando, o grupo trabalha nos mais diversos setores da instituição, como biblioteca, Hospital Veterinário, Hospital Universitário (que concentra o maior número), reitoria e Escritório de Aplicação e Assuntos Jurídicos, entre outros. O encontro foi promovido em comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado, que aconteceu ontem.
Entre os voluntários presentes estava a presidente da Casa de Apoio ao Hospital Universitário, dona Nadir Stort, 71 anos, homenageada durante o evento. Há 20 anos, quando o marido morreu e os filhos se casaram, ela resolveu trabalhar voluntariamente na Casa para preencher o tempo. Nunca mais parou. ''Este tipo de trabalho exige uma grande dose de paciência, dedicação e amor ao próximo, mas vale a pena. Pretendo continuar até quando Deus permitir.''


