Trabalho transforma a vida
Ver a recuperação de uma criança desnutrida é a grande recompensa para a voluntária da Pastoral da Criança, Iraci Squiavon. Ela conta que viu sua própria vida mudar. ‘‘Mudei minha alimentação e, como pessoa, aprendi a ser mais humilde ao falar com as pessoas’’, explica.
Iraci Squiavon envolveu até os filhos de 9, 11 e 13 anos no trabalho. ‘‘No dia de pesagem eles ajudam. São voluntários mirins’’. Erotildes Neves, também sentiu a transformação através do trabalho voluntariado. ‘‘Aprendi a conviver com a minha própria família. Eu não sabia conversar com meus filhos’’, conta.
Hoje apesar de serem em 1.136, as voluntárias afirmam que a pastoral necessita de mais ajudantes. No começo do trabalho cada voluntária atendia apenas as crianças de sua rua. Hoje visitam casas até de outros bairros. ‘‘Precisamos de mais voluntárias’’, afirma Marisa Silva.
Se estas mulheres muitas vezes encontram alguma resistência nas famílias que visitam, em outras são recebidas com muito carinho. É o caso de Luciane de Carvalho, 27 anos, mãe de Gabriela, de pouco mais de dois anos. ‘‘A voluntária da Pastoral da Criança me visita desde que eu descobri que estava grávida. Durante toda a gestação me alimentei com a multimistura e durante a amamentação também’’, conta.
A filha Gabriela nunca teve problemas sérios de saúde. ‘‘Há algum tempo ela teve um resfriado forte e foi tratada com o xarope da pastoral, nem precisou de médico’’, conta a mãe. Outras mães gostam tanto do trabalho que acabam se transformando em voluntárias.
Foi o caso de Elenice Margarett Tessaro, 29 anos. Quando nasceu sua filha caçula, Renata, hoje com um ano e três meses uma voluntária foi até a sua casa. Margarett sempre seguiu as recomendações e compareceu às pesagens mensais. ‘‘Há uns quatro meses me chamaram para ser voluntária e eu aceitei. Hoje acompanho o desenvolvimento de 13 crianças. Considero um trabalho importante’’, afirma. (E.P.)

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