A mortalidade entre as 374 mil crianças com menos de um ano de idade, atendidas no Paraná pela Pastoral da Criança, caiu 48,9% entre o segundo trimestre de 95 e o mesmo período deste ano. A informação foi divulgada ontem, em encontro nacional que reúne, em Curitiba, coordenadores da pastoral, representantes do Unicef, Comunidade Solidária, Ministério da Saúde, e organizadores da campanha Criança Esperança da Rede Globo.
O índice de mortalidade entre as crianças acompanhadas pela pastoral, que era de 7,3 para cada mil nascidos vivos no ano passado, caiu para 4,3 em 96. A média dos nascidos em Curitiba é de 20 casos por mil.
No ano que vem, a pastoral vai receber 20% da arrecadação do programa Criança Esperança, que deve gerar uma renda de R$ 1,08 milhão para a entidade. Em 97, a organização tem planos de desenvolver três campanhas contra a mortalidade infantil - uma sobre doenças perinatais, outra sobre pneumonia, e a última sobre diarréia - que são as três principais causas de óbitos entre recém-nascidos no Brasil.
Os líderes da pastoral aproveitaram o encontro de ontem para fazer uma homenagem ao Unicef, que comemora 50 anos de fundação em 96. O Unicef foi um dos responsáveis pela criação da Pastoral da Criança, que surgiu em 83 e hoje é a maior organização não governamental do País e uma das maiores do mundo. Nos quatro primeiros anos de existência da ONG brasileira, a agência da ONU voltada para a proteção da infância bancou todos os custos.
‘‘A pastoral é uma história de sucesso que surgiu do nada’’, diz Agop Kayayan, representante do Unicef para o Brasil. Para Kayayan, o segredo desse sucesso está na mobilização popular e na adoção de medidas simples e baratas como o soro caseiro no combate à mortalidade entre crianças que vivem em situação de risco.

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