A Petrobras começa, hoje, a recuperação do solo na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, afetado pelo vazamento de 4 milhões de litros de óleo, dia 16 de julho.
O método aplicado será a biorremediação de solos, uma tecnologia desenvolvida pela Fundação Universidade Federal do Paraná (UFPR), que consiste no uso de microorganismos desenvolvidos dentro da própria Repar.
O primeiro ponto a ser tratado será a área interna, próxima do local onde houve o derrame de óleo, denominado ‘‘scraper’’. A biorremediação consiste em três etapas: os estudos geológicos e ambientais, preparação do terreno e a aplicação do microorganismos.
O uso desse método na Repar foi defendida, desde o início, pelo professor Francisco Carvalho, coordenador da Fundação Universidade Federal do Paraná, que desenvolve pesquisas na área há mais de dez anos. Apesar do trabalho ter sido aprovado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a representante do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) no Paraná, Teresa Urban, teme pelos resultados.
‘‘A biorremediação tem mostrado bons resultados em áreas pequenas, e não se sabe ainda se dará certo em uma área tão extensa como a da Repar, principalmente em função do tipo de terreno existente no local, que é orgânico’’, diz.
Teresa Urban conta que manteve contato com especialistas de diversos países, inclusive com técnicos norte-americanos que trabalharam na limpeza de outros locais atingidos por vazamento de óleo, e ninguém sabe precisar se esse método dará certo.
Ela estima que o solo afetado e que deve ser limpo atinja 130 mil metros cúbicos. Ou seja, são 23 hectares de extensão, a maior parte encharcados de óleo em profundidade que chega a mais de um metro. (Maigue Gueths)

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