Muitas vezes ser padre significa se dividir em mais de uma paróquia. Esse é o caso do padre Camillo Didoné, ordenado há 41 anos na Itália pela Congregação dos Xaverianos, e que atua diretamente em missões. ''Não fui eu quem escolhi. Deus me quis'', conta ele hoje, com seus 68 anos de idade. ''Incentivamos o cristão a se tornar um missionário. Tive muitas cruzes, mas elas nos valorizam e aprofundam nossa vida'', diz.
Satisfeito com o rumo que sua vida o levou, padre Camillo honrou o desejo dos pais, que segundo ele, rezavam todo dia para terem filhos padres ou freiras. O resultado: 11 irmãos, entre eles, oito religiosos, quatro padres e quatro freiras.
''Uma das minhas experiências mais marcantes foi na periferia de São Paulo, na década de 1980, época das Diretas Já, quando o povo tinha muita esperança. Isso tudo, de estar entre as pessoas, nos faz sentir um amor fraternal mesmo que elas não sejam de nossa família'', conta. Segundo ele, o envolvimento com o trabalho missionário reduz as saudades dos familiares que ficaram na Itália. (F.B.)
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