Marcos NegriniBombeiros examinam compressor que incendiou no interior de lava a jato em Maringá: trabalho interrompe festaO quartel central do 5º Grupamento de Corpo de Bombeiros de Maringá comemorou ontem os 85 anos de fundação da instituição no Estado. Houve desfile da tropa, apresentação da banda que tocou retretas para homenagear os bombeiros aposentados, homenagem aos novos socorristas formados em Maringá e distribuição de placas e medalhas às autoridades locais, entre elas o prefeito Jairo Gianoto (PSDB).
O 5º Grupamento atende 135 municípios do Noroeste do Paraná e tem efetivo de 500 soldados, dos quais 250 distribuídos em seis postos de Maringá. O Corpo de Bombeiros tem nove carros autobomba e uma autoplataforma mecânica que pode alcançar 26 metros. O salário-base de um soldado-bombeiro em Maringá é de R$ 700,00 brutos. Ainda este ano 25 novos soldados serão formados pela Academia da Polícia Militar, para começar a trabalhar na cidade em janeiro de 1998.
Ventos fortesUma das maiores preocupações do comandante do grupamento em Maringá, tenente-coronel Wilson Afonso Enes, é o fenômeno climático El Ni¤o, que pode atingir a região nos próximos três meses. ‘‘O que mais nos preocupa com relação ao El Ni¤o é a força dos ventos. Mas para enfrentá-lo já estamos recebendo orientação da Defesa Civil do Estado’’, disse.
Os bombeiros não puderam descansar nem mesmo durante as duas horas gastas com as homenagens na manhã de ontem. Assim que a banda deu início ao Hino Nacional, um chamado urgente retirou cinco soldados do meio da tropa para atender a um incêndio no bairro Jardim Alvorada. No mesmo período, a ambulância da corporação atendeu a três chamados.
O carro autobomba foi deslocado rapidamente para a avenida Kakogawa, onde um princípio de incêndio numa empresa de lavagem de carro havia sido detectado. Mas não houve necessidade de ação dos bombeiros, pois o proprietário da empresa conseguiu, com a ajuda dos funcionários, apagar o fogo do compressor de ar.
‘‘Alguém deixou um colchão em cima do compressor. Quando ele foi ligado, o colchão pegou fogo. Ficamos apavorados e chamamos os bombeiros’’, disse, aliviado, o empresário Clarindo Morais.

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