Trabalho infantil sem fiscalização
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de outubro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Uma portaria do Governo Federal, publicada no último dia 15, acaba com os Grupos Especiais de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente (Gectipa). Os grupos criados pelas Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) tinham por objetivo fiscalizar o trabalho irregular de adolescentes em todo País. Em Londrina, entretanto, não haverá muitas mudanças já que a unidade não contava com um grupo próprio.
Segundo o auditor fiscal da DRT de Londrina, Rogério Peres Garda Júnior, ele era o único representante local do Gectipa, sendo que a maioria das grandes investigações era tocada na região por um grupo da capital. O mesmo funcionário deve continuar a fazer a fiscalização do setor que atende 83 cidades da região e garante que não haverá problemas no atendimento.
''Na verdade não há muitas denúncias de trabalho infantil, acho que em todo ano passado não chegaram a 20, então não acredito que haja muito impacto'', argumenta.
O presidente do Conselho Tutelar, Idauto José de Almeida, reconhece que o volume de denúncias junto ao órgão é pequeno. ''Mas muita gente nos procura para pedir informações. Ele também cita o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) como possível redutor de casos. O programa auxilia financeiramente cerca de mil famílias carentes em Londrina.
A mesma portaria do governo também cria a Gratificação de Incremento da Fiscalização e da Arrecadação (Gifa), que dá bônus para auditores que cumprirem metas de fiscalização. O trabalho infantil não está incluído na lista de metas. (Com Agência Estado)


