Representantes ligados a órgãos de Londrina que atuam diretamente com crianças e adolescentes, participaram na manhã de ontem de um debate promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sobre combate ao trabalho infantil. O evento, que marcou o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, foi realizado no auditório da Sercomtel e contou com cerca de 80 pessoas.
A secretária de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, disse que em Londrina são cerca de três denúncias diárias ao programa Sinal Verde, que atende famílias em risco social. ''Já tivemos cerca de 100 chamadas por dia. São situações que envolvem a exploração do trabalho infantil, como a mendicância em sinaleiros. A cidade de Londrina está num momento muito promissor, principalmente pela existência dos projetos sociais voltados ao atendimentos à criança e ao adolescente. Esse evento possibilita que a sociedade civil também se conscientize para a luta contra o trabalho infantil'', disse.
Londrina atende 1.497 crianças pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e conta também com mais de 20 mil crianças integradas a diversos programas sociais. Os trabalhos são desenvolvidos em parceria pela prefeitura, Governo Federal, Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente, ONGs, Conselho Tutelar e Ministério Público. Ainda segundo a secretária, a rede de combate ao trabalho infantil possibilita que adolescentes se preparem ''de forma adequada'' para ingressar ao mercado de trabalho.
''Por meio dos programas, adolescentes se envolvem em ações que incluem o acesso à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer. São crianças em condições de risco que se também são preparadas de maneira adequada para depois buscar um emprego''. comentou.
O Brasil é um dos seis primeiros países do mundo a acolher o Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec), da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Durante o evento, vídeos e dados estatísticos que apontam a realidade brasileira quanto ao assunto, foram apresentados aos participantes. A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Camila Kauan Menezes, explicou que além de ser combatido a exploração do trabalho infantil, é necessário que se priorize os direitos da criança e do adolescente, que deve ter acesso às ações de esporte, lazer e educação.
''Aqui em Londrina a presença de crianças em sinaleiros é um dos problemas mais aparentes, mas há também aqueles que está dentro de casa onde os próprios familiares acabam explorando a criança. O combate à exploração surge junto à ganratia dos direitos e é essa nossa busca, em poder fazer também com que a sociedade se integre às ações do poder público'', disse.

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