Criada para garantir os direitos dos indígenas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) também é hoje um retrato do descaso, afirma Alvaro Closs. Além da falta de recursos humanos e materiais, o ativista aponta que o órgão carece de ''gente realmente interessada e identificada na causa''.
Closs conta que teve de produzir o documentário ''escondido da Funai'', que não autorizou sua entrada nas aldeias para essa finalidade. ''Em cada uma, eu ia direto falar com o cacique. Fiz uma espécie de pacto com eles, garantindo que não usaria o material para exaltação pessoal. Quando aparecia alguém da Funai, ficava escondido numa cabana'', comenta.
Em nível nacional, ele lembra que os índios vêm lutando para conseguir a presidência da Funai e a criação de um Ministério Indígena. ''Havia uma expectativa muito grande quanto ao atual governo, mas não houve avanços'', avalia. A reportagem não encontrou ninguém para comentar o assunto no telefone da sede da Funai, em Brasília. O escritório do órgão em Curitiba informou que não pode responder por todo o Paraná. O chefe regional da Funai em Londrina, José Gonçalves, estava viajando até ontem. (V.N.)

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