O coordenador de projetos do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no Brasil, Udo Bock, disse que a entidade considera a pastoral como a organização mais eficiente no mundo. Segundo ele, que coordena os projetos para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a avaliação não faz parte de um ranking oficial e sim de um trabalho de observação. Bock disse que a análise leva em consideração a organização da comunidade no processo de formação e preparo da criança, além do fortalecimento de instituições para influir em políticas públicas.
Ele participou da comemoração de aniversário da pastoral junto com coordenadores estaduais de todo o País. Só faltaram representantes do Rio Grande do Norte, Alagoas e Rio Grande do Sul. Eles relataram os avanços e as dificuldades. ‘‘Tem pedras, mas o otimismo é maior que as sombras. Temos que participar da construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna, fazendo com que cada família reivindique sua cidadania’’, disse a coordenadora estadual da pastoral na Paraíba, Aldenora Pereira da Silva.
O alerta foi repetido nos discursos das autoridades. Para o ex-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, o desafio da pastoral é buscar a verdade e lutar pela liberdade. ‘‘Para que todos caminhem em paz e sejam brasileiros.’’
‘‘Com pequenas grandes ações, pequenas no sentido de estar ao alcance de todas as mães, pode-se fazer tanto para melhorar a vida dos irmãos mais esquecidos’’, afirmou dom Geraldo Majella Agnelo, secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé, no Vaticano. Ele disse que quando o trabalho teve início, não imaginava que poderia ser referência para outros estados e até mesmo para outros países.
O prefeito de Florestópolis, Nelson Gonçalves Correia (PL), disse que apesar de não ter feito cálculos, o trabalho da pastoral gera uma ‘‘grande economia’’ para o município. ‘‘É uma ação que não pode parar’’, apelou. (P.Z)

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