''Adolescentes que pedem dinheiro na rua para comprar drogas são a maior parte da clientela de menores do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)/Sinal Verde.'' A afirmação é do educador social Osni Damasio da Silva, que faz parte das equipes de abordagem do projeto, que lidam diretamente com os meninos e meninas que povoam os semáforos londrinenses.
''Eles descobrem que é fácil ganhar dinheiro pedindo e vão para a rua. No caso de crianças, geralmente basta abordarmos apenas uma vez para conseguirmos que ela não volte para a rua. Já com o adolescente o trabalho exige mais paciência, até por ter a questão da dependência química associada em muitos casos'', explica.
A coordenadora do Sinal Verde, Silvana Carla Palácio, concorda com o educador e destaca que o trabalho, muitas vezes, é complexo e exige uma boa dose de perseverança das equipes. ''O Pedro (um dos adolescentes entrevistados pela FOLHA), por exemplo, já foi encaminhado várias vezes por nós ao Centro de Apoio Social-Álcool e Drogas (Caps-AD). Tivemos um momento de sucesso, que foi quando ele voltou para casa. Ficamos felizes, mas ele acabou retornando para as ruas'', lamenta Silvana.
Como em alguns casos as crianças e adolescentes em situação de rua contribuem com a renda doméstica, é preciso fazer um trabalho com as famílias. Em Londrina, isso acontece por meio da Secretaria de Assistência Social, que procura fornecer bolsas ou incluir essas famílias em programas de inclusão de renda. ''Fazemos o possível para que pelo menos não falte alimentos nas casas desses menores. Por isso, as pessoas não devem dar dinheiro e nem alimento nas ruas, incentivando que eles voltem ao lar'', finaliza a coordenadora. (W.S.)

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