Trabalho é bom, diz arquiteto
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quarta-feira, 20 de agosto de 1997
Da Redação 
Responsável pela elaboração do plano diretor de Curitiba, em 1965, e pela criação do Instituto de Pesquisas Urbanísticas de Curitiba (Ipuc), o arquiteto Jorge Wilheim considera o Plano Diretor de Londrina moderno e bem elaborado.
O arquiteto, que em três meses deverá entregar o projeto da Cidade Industrial que será construída na zona norte, esteve com sua equipe em Londrina na semana passada. Durante visita ao Ippul, pôde analisar o Plano Diretor. Os conceitos em relação à qualidade de vida, paisagismo, urbanismo e proteção aos fundos de vales são muito bons, destacou.
Wilheim, que participou da elaboração de pelo menos 20 planos diretores de cidades brasileiras, observa que uma das curiosidades do conjunto de diretrizes traçado pelo Ippul é a valorização da paisagem noturna. Com razão, o plano faz referência ao fato de que a Cidade não existe só de dia, mas também à noite, diz o arquiteto, referindo-se às diretrizes para elaboração de projetos especiais de iluminação.
Outro ponto que merece elogios de Wilheim é o que trata do sistema viário e que prioriza o transporte coletivo. Londrina, como outras cidades, deixa a desejar nesse aspecto, afirma Wilheim.
A análise do arquiteto é fundamentada no número de veículos que trafegam pelas ruas da Cidade. Quando o transporte coletivo é bom, as pessoas deixam seus carros em casa, diz ele, depois de ter constatado um elevado volume de carros em Londrina.
Pontualidade, conforto, assiduidade e preço são os fatores que, segundo Wilheim, determinam a qualidade do serviço. Na França e em Nova Iorque as pessoas andam de coletivos ou de metrô. Apesar de terem seus carros, utilizam esses serviços porque são de boa qualidade, diz.
(Luka Morais)


