Trabalho direcionado facilita inclusão
Trabalhando juntas em sala de aula desde o início do ano, a professora regente Maria Zalete de Carvalho e a intérprete Anterlei Gonçalves Queiroz consideram ''tudo de bom'' atuar em uma escola que promove a inclusão.
''É tranquilo, fazemos o planejamento das aulas juntas e como o trabalho é direcionado, fica fácil. Nos entrosamos bem'', comenta Anterlei, que ocasionalmente busca na experiência da regente ajuda para interpretar o conteúdo para os alunos com deficiência. ''Também ajudo a professora com apoio visual'', diz a intérprete, na escola há três anos.
Para Maria Zalete, que havia atuado na Escola Padre Germano Mayer por duas décadas antes da inclusão, a nova experiência proporcionou crescimento. ''É possível incluir, desde que haja apoio. No nosso caso, temos um grupo de estudos dedicado e, com a Libras, a comunicação com o aluno é direta, levamos o conteúdo para a realidade do aluno.''
Instrutora da oficina semanal de Libras, Silvia de Souza explica que as crianças aprendem primeiro vocabulário e depois conversação. ''Uma vez por semana, ao longo do ano, é tranquilo para aprender o básico da linguagem de sinais. E como eles começam no primeiro ano, no quinto ano já estão fluentes.''
Conforme Silvia, a maior dificuldade dos alunos durante a oficina está na coordenação motora. ''Já a memorização e a gramática eles pegam rápido'', afirma a professora, que começou a atuar na escola apoiando um aluno com deficiência neuromotora que não tinha comunicação nenhuma. ''Ele aprendeu o básico da linguagem de sinais em três meses, com oito anos, e hoje, com 11, já está fluente'', recorda Silvia.
Ela conta que a vontade de trabalhar com a Linguagem Brasileira de Sinais surgiu de um trabalho voluntário em uma igreja evangélica da cidade. ''Busquei uma pós-graduação na área e com a certificação, posso atuar como intérprete e instrutora de Libras.'' (M.G.)





