O trabalho do Siate começa pela triagem feita na central pelos telefonistas e médicos que estão de plantão. Eles verificam a gravidade da situação e se o caso é mesmo para o Siate. O médico conversa com a pessoa que liga, toma informações sobre o estado da vítima e verifica se há necessidade de deslocar a ambulância. Ele acompanha a equipe em cerca de 20% dos casos, quando a ocorrência é considerada grave e urgente.
O médico do Siate, Mauro Basso, ressalta ser muito importante a pessoa que liga saber passar os dados corretos. Ele explica que o informante, antes de telefonar, tem que se certificar do que está acontecendo. ‘‘Quando ligar, é preciso tentar manter a calma porque se não a gente não consegue extrair nenhuma informação’’, avisa. Ele observa que é necessário passar os dados básicos, como o tipo de ferimento que a vítima sofreu, se ela está sangrando, conversando ou se consegue se locomover.
Para as pessoas que testemunham uma ocorrência, a equipe do Siate ressalta ser importante tomar o cuidado de não mexer na vítima. É muito perigoso tirá-la de dentro do veículo acidentado, por exemplo. ‘‘Se a pessoa telefonar para o Siate, vamos atender o mais rápido possível’’, avisa o relações públicas do corpo de bombeiros, tenente Ezequias de Paula Natal.
Pior que a falta de informações ou o repasse de dados errados, é outro problema enfrentado pelo Siate: o trote. Apesar de não serem frequentes, as brincadeiras ao telefone ainda irritam e causam transtornos. ‘‘Geralmente é criança que passa o trote’’, observa o médico.
O identificador de chamadas instalado na central dos Bombeiros ajuda a localizar as pessoas que passam trotes, mas não é eficiente quando a ligação é feita de um telefone público. O médico lembra que uma vez uma pessoa ligou de madrugada avisando sobre um acidente, descreveu corretamente o estado da vítima. ‘‘Deslocamos a ambulância e não tinha nada lᒒ, explica. Na sua opinião, a atitude é uma falta de respeito e até de civismo.
O deslocamento, principalmente em vias movimentadas, era uma dificuldade enfrentada nos primeiros meses de funcionamento, mas que ultimamente não cria grandes transtornos, segundo o tenente Natal. Ele afirma que antes os motoristas não conheciam bem o serviço e não davam passagem para a ambulância do Siate, mesmo quando o veículo estava com a sirene ligada.
O tenente Natal acredita que a maioria dos motoristas hoje respeita o Siate e que, por isso, o tempo para se chegar ao local da ocorrência foi reduzido. Nos primeiros meses, esclarece, o tempo era de oito a nove minutos. Hoje, a média é de seis minutos. ‘‘A população está mais esclarecida.’’

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