Trabalho de reflorestamento é premiado
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Arapongas O reflorestamento, a preservação da natureza e a conscientização ambiental das crianças. Tudo isso foi desenvolvido e explorado pelo projeto ''Arapongas: Cidade dos Passarinhos Para Renovar, Basta Começar'', da professora de educação especial, Elisabeth Humai de Toledo. Ela leciona na Escola Municipal Antônio de Moraes Barros, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina).
O projeto ficou em primeiro lugar no Concurso do Programa Agrinho, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que estimula trabalhos de alunos do Ensino Fundamental sobre temas relacionados a cidadania, saúde, meio ambiente e consumo. A professora, que ganhou um Fiat Uno O KM no dia 21 de novembro, ressalta que, muito mais do que o prêmio, a importância do projeto se deve principalmente pela mobilização da comunidade de Arapongas que realizou um trabalho de conscientização sobre o meio ambiente.
''Foi um trabalho muito bonito. Além das crianças, os pais e a comunidade se envolveram muito. Todos queriam ajudar com doações de mudas. Divulgamos a importância da preservação do meio ambiente e muitos até passaram a mudar de atitude. Agora queremos dar continuidade com esse projeto'', disse Elisabeth.
Apesar de ter mobilizado crianças de várias séries, 29 alunos do ensino especial se envolveram diretamente com o projeto que ocorreu entre fevereiro a setembro. Além da campanha de combate ao incêndio, panfletagens artesanais e pit-stop, o trabalho mais importante do projeto, na visão da professora, foi o reflorestamento plantações de mudas de árvores frutíferas.
''O reflorestamento regula o ciclo da água, do clima, controla a temperatura, evita a erosão e purifica o ar. Além disso as árvores frutíferas produzem frutos que alimentam os pássaros''. ressaltou.
A idéia do reflorestamento surgiu justamente pelo perfil da cidade, que possui muitos pássaros. Foram plantadas 110 mudas em três pontos diferentes. Algumas das mudas são de frutas como a goiaba, jabuticaba, gabiroba, araçá, pitanga, caqui, ameixa e araticum. Segundo Elisabeth, apesar do nome Arapongas, no município não existe essa espécie de pássaro, mas conta com cerca de 20 espécies diferentes.
''Percebemos que hoje os pássaros estão sofrendo uma mutação. Eles não têm o que comer por causa da falta de árvores frutíferas. Muitos comem restos de comidas que encontram pelo chão. Nossa idéia foi plantar essas árvores para que futuramente os próprios pássaros venham a disseminar ainda mais dessas árvores.''
Quem anda pelas ruas de Arapongas percebe uma característica diferente: todas as ruas possuem nomes de pássaros. O projeto proporcionou também um conhecimento histórico para as crianças, que aprenderam sobre a construção e o desenvolvimento do município. ''Também trabalhamos em parceria com o Ibama e desenvolvemos um trabalho de conscientização sobre a questão dos pássaros presos em gaiolas. As crianças ficavam constrangidas em ver pássaros presos e todos se mobilizaram em prol dessa bela campanha. Por isso pretendemos dar continuidade nesse trabalho com outras séries e também com outras escolas.''


