Curitiba - No Brasil, o maior número de mortes por traumas entre crianças de zero a 14 anos acontece em acidentes de trânsito. Estima-se que para cada criança que morre, outras 34 pessoas ficam feridas. No ano passado, o trânsito curitibano provocou a morte de 60 crianças nessa faixa etária. No Paraná, este ano, de acordo com dados do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BpTran), em média, 100 crianças por mês ficam feridas em colisões, sendo que aproximadamente 10% desse total acabam morrendo.
Para tentar reduzir o número de mortes e a gravidade das lesões em crianças vítimas de acidentes, a regional paranaense da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) lançou ontem a campanha Viva Melhor no Trânsito. O trabalho de orientação acontecerá hoje Dia do Ortopedista em 31 escolas da Capital.
Ortopedistas, médicos residentes, estudantes e voluntários das ligas do Trauma e dos Amigos da Vida distribuirão material educativo aos alunos e pais na saída das aulas.
A preocupação com as crianças em particular, segundo o coordenador de programas da Sbot, Edilson Forlin, justifica-se pelo fato de que nelas as sequelas têm impacto muito maior do que nos adultos, pois muitas vezes interferem na sua formação. As lesões mais comuns nas crianças são traumas de face, crânio e fratura de membros.

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