A empresa Hidroplan, de São Paulo, começou ontem a fazer o projeto que será apresentado ao IAP sobre o estudo hidrogeológico na região do Pool de Combustíveis. Técnicos da empresa – contratada pela Petróleo Ipiranga – estiveram ontem de manhã no local do vazamento de óleo, fazendo as primeiras análises do solo para estudar quais serão os métodos mais indicados na elaboração do projeto.
Segundo o geólogo Luiz Fernando Miliorini, da Hidroplan, a região Norte do Paraná apresenta uma camada superficial de rocha basáltica, o que dificulta o trabalho. ‘‘O método mais simples para um mapeamento hidrogeológico é a perfuração de vários poços de monitoramento. Porém, aqui a rocha está a quatro, cinco metros de profundidade, o que não permite esta técnica.’’
De acordo com Miliorini, a empresa deverá fazer análise do solo e prospecção geofísica – com um equipamento que emite sinais elétricos. ‘‘De acordo com a resposta, dá para mapear as fraturas da rocha para análise do percurso do vazamento’’, disse. Segundo ele, o trabalho de campo deve durar 15 dias, mas o resultado final do estudo só deve sair em 45 dias.
O chefe de Segurança Ambiental da Petróleo Ipiranga, Altair Vasconcelos, disse ontem que o teste de estanqueidade realizado nas dependências do pool não constatou nenhum tipo de vazamento nas tubulações e tanques. ‘‘Nós recebemos o laudo da Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental e vamos entregá-lo hoje (ontem) ao IAP, ANP (Agência Nacional de Petróleo) e Secretaria de Meio Ambiente’’, disse. Segundo ele, a vistoria foi feita minuciosamente pela empresa contratada, que até exigiu que tubulações subterrâneas fossem expostas.
Operários do pool passaram a manhã tentando refazer as barreiras no ribeirão, derrubadas pela chuva. Mas a força e o volume de água – que praticamente triplicaram de sexta-feira até ontem – tornavam o trabalho complicado e até perigoso. De manhã, os trabalhos de perfuração dos poços de contenção e drenagem tiveram que ser interrompidos. ‘‘Não há condições de continuarmos o trabalho assim. É arriscado para os homens e complicados para as máquinas’’, explicou Vasconcelos.

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