Trabalho de mapeamento deve durar 15 dias
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segunda-feira, 20 de maio de 2002
Telma ElorzaReportagem Local 
A empresa Hidroplan, de São Paulo, começou ontem a fazer o projeto que será apresentado ao IAP sobre o estudo hidrogeológico na região do Pool de Combustíveis. Técnicos da empresa contratada pela Petróleo Ipiranga estiveram ontem de manhã no local do vazamento de óleo, fazendo as primeiras análises do solo para estudar quais serão os métodos mais indicados na elaboração do projeto.
Segundo o geólogo Luiz Fernando Miliorini, da Hidroplan, a região Norte do Paraná apresenta uma camada superficial de rocha basáltica, o que dificulta o trabalho. O método mais simples para um mapeamento hidrogeológico é a perfuração de vários poços de monitoramento. Porém, aqui a rocha está a quatro, cinco metros de profundidade, o que não permite esta técnica.
De acordo com Miliorini, a empresa deverá fazer análise do solo e prospecção geofísica com um equipamento que emite sinais elétricos. De acordo com a resposta, dá para mapear as fraturas da rocha para análise do percurso do vazamento, disse. Segundo ele, o trabalho de campo deve durar 15 dias, mas o resultado final do estudo só deve sair em 45 dias.
O chefe de Segurança Ambiental da Petróleo Ipiranga, Altair Vasconcelos, disse ontem que o teste de estanqueidade realizado nas dependências do pool não constatou nenhum tipo de vazamento nas tubulações e tanques. Nós recebemos o laudo da Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental e vamos entregá-lo hoje (ontem) ao IAP, ANP (Agência Nacional de Petróleo) e Secretaria de Meio Ambiente, disse. Segundo ele, a vistoria foi feita minuciosamente pela empresa contratada, que até exigiu que tubulações subterrâneas fossem expostas.
Operários do pool passaram a manhã tentando refazer as barreiras no ribeirão, derrubadas pela chuva. Mas a força e o volume de água que praticamente triplicaram de sexta-feira até ontem tornavam o trabalho complicado e até perigoso. De manhã, os trabalhos de perfuração dos poços de contenção e drenagem tiveram que ser interrompidos. Não há condições de continuarmos o trabalho assim. É arriscado para os homens e complicados para as máquinas, explicou Vasconcelos.


