O cenário não é uma sala com poltrona e sofá. E o profissional que irá atendê-lo também não é um estudioso da Psicologia, interessado em fazer uma análise profunda sobre sua vida. Mas em um ponto existe uma semelhança em toda essa história: eles são bons ouvintes.

Os personagens que você vai conhecer agora são profissionais que estão acostumados a atuar no dia a dia como ''psicólogos'' de seus clientes, já que quando eles menos esperam estão dando conselhos, dividindo opiniões ou simplesmente só ouvindo as lamentações de quem precisa desabafar.

A FOLHA conversou com um taxista, uma esteticista e um personal trainer, que na rotina profissional ''esbarram'' com pessoas que os surpreendem com histórias de vida. Como as situações contadas por Adeildo Faria, de 44 anos, que trabalha há 20 a bordo de um táxi. Por dia, ele roda cerca de 200 quilômetros, levando passageiros a todos os destinos.

Ao ser questionado se os clientes se ''abrem'' muito com ele, Adeildo logo responde: ''Tem gente que eu nunca tinha atendido e, ao entrar no carro, já vai desabafando, contando abertamente da vida e dos problemas'', afirma ele, que não se incomoda com as ''sessões'' diárias. ''Além de desabafar as pessoas querem uma ajuda, uma palavra amiga'', completa.

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