Trabalho da entidade já divide as opiniões
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quarta-feira, 09 de julho de 1997
Da Redação 
O trabalho da ONG Bandeira Branca divide opiniões em Querência do Norte. No Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que teria originado a organização, o início dos trabalhos não correspondeu às expectativas. Já na prefeitura, a equipe da Universidade Estadual de Londrina (UEL) recebeu aprovação.
Um dos coordenadores da regional Noroeste do MST, Celso Anghinone, afirma que o movimento está estudando a formação de uma comissão entre os próprios sem-terra que cuidarão da parte de saúde e não pretende acatar o trabalho dos estudantes. A decepção com a ONG, de acordo com Anghinone, foi o desrespeito a proposta inicial. O pessoal aqui já usa a medicina caseira e a gente queria que eles nos ajudassem a desenvolver isso. Mas eles vieram aqui dando palestra de como se toma banho e muita coisa que vale pouco, diz. Eles estão perdidos, sem metodologia.
O MST tem 1.400 famílias em 18 áreas de Querência do Norte. Entre elas são dois assentamentos já regularizados, três propriedades com emissão de posse e 13 ocupações. Segundo Anghinone, os problemas de saúde são muitos. Ele cita gripe, diarréia e febre como os mais comuns. O próprio movimento, diz Anghinone, está prestes a formar uma comissão entre os acampados para cuidar da saúde. A comissão vai buscar, seja onde for, pessoas qualificadas para cuidar da saúde. Temos problemas que merecem especialistas, afirma o coordenador dos sem-terra.
Uma das coordenadoras municipais da área de educação, discorda do MST. Neusa Aparecida Barreto Zago afirma que o trabalho da ONG já está surtindo efeitos, tanto na área de educação como na saúde. Eles são muito dispostos. A ajuda vai ser ótima, porque a cidade é muito carente e além disso estamos muito longe de universidades. Neusa afirma que a equipe já deu várias palestras abordando temas como aleitamento materno e vacinas e aperfeiçoando os agentes de saúde. No setor de educação, segundo ela, deve ser assinado essa semana um convênio entre prefeitura, UEL e escolas locais para o desenvolvimento de um curso de especialização dos professores.


