Trabalho continua sendo feito, diz diretora
Em Londrina, as ações de controle e prevenção de dengue, febre amarela, leishmaniose, esquistossomose e Chagas - doenças que envolvem vetores, como mosquitos e caramujos - ficam a cargo da Coordenação de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a diretora de Epidemiologia da pasta, Sônia Fernandes, todo o processo que era executado pela Sucam foi municipalizado. A Funasa colabora com orientações técnicas.
A coordenação possui 260 funcionários, dos quais 230 atuam no combate à dengue. Os outros 30 dividem-se em equipes focadas nas demais moléstias, mas eventualmente podem ocorrer deslocamentos. Sônia cita que além do trabalho de porta em porta feito pelos ''agentes da dengue'' - já conhecido pela maioria da população -, as equipes de endemias mantêm ações constantes como capturas e análises de vetores na Zona Rural e coleta de exames de fezes em populações ribeirinhas.
Com relação à febre amarela urbana (erradicada do Brasil desde 1942), a diretora diz que as ações são as mesmas feitas para prevenir a dengue, uma vez que o vetor também é o mesmo. ''Desde a reintrodução do Aedes aegypt no País, em 1986, você tem essa possibilidade (do retorno da febre amarela urbana). O que podemos fazer é um trabalho de controle do mosquito, e para isso os agentes recebem toda a capacitação necessária'', afirma.
De acordo com Sônia, a vigilância de macacos nas matas, para controle da forma silvestre da febre amarela, é um dos poucos trabalhos que a coordenação não herdou da Sucam. ''Isso ficou a cargo das secretarias de meio ambiente. Hoje você também tem órgãos como o Ibama fazendo esse tipo de observação. Não é porque se extingue um órgão, que o trabalho deixa de ser feito'', comenta. (V.N.)





