Trabalho artesanal e minucioso
Furadeira, espátula de osso, cera de abelha, prensas de ferro, freezer, agulha de injeção e linha de pipa. Estes são alguns dos materiais e equipamentos utilizados pela equipe de reparo e restauração de livros na biblioteca central da Universidade Estadual de Londrina. Os exemplares danificados são encaminhados para uma sala reservada que funciona como uma espécie de "UTI" onde o material passa pelo olhar clínico do técnico em biblioteca, Valdir de Aguiar.
Por mês, pelo menos 200 obras são encaminhadas para o setor de restauração da universidade. O número corresponde a, aproximadamente, 20% do total de exemplares cadastrados no Sistema de Bibliotecas da UEL, que está em torno de 265 mil. "Quem olha o livro com as folhas soltas não acredita que ele possa recuperar o estado original. É gratificante saber que alguém vai usufruir do conteúdo desse material e que ele vai servir para a continuidade do progresso da ciência", ressaltou o bibliotecário Osny Terciotti.
Com improviso e criatividade, o trabalho artesanal também é realizado na Biblioteca Pública Municipal pelas servidoras Ninfa Vitória Ciquini e Lucineia Chamorro. Elas recuperam, aproximadamente, 40 livros por mês.
"Se o livro estragar, é importante que as pessoas não tentem fazer o reparo por conta própria. Às vezes, nós perdemos mais tempo retirando os produtos que as pessoas colocam nos livros do que recuperando os exemplares. A cola ácida existente em fitas adesivas, por exemplo, continua agindo durante anos e a página fica amarelada", explicou Ninfa.
É produzida pelas glândulas laterais do abdômen das abelhas, sendo muito utilizada nas receitas para materiais artísticos e para restauração
Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. Mais tarde, surgia o cilindro de papiro, feito a partir de uma planta comum no Oriente Médio
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





