Com o fim do inverno e a chegada da primavera aumentam as temperaturas e a possibilidade de chuvas, resultando em um ambiente propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Mesmo no inverno, foram registrados casos da doença. Se o vírus continuou circulando em Londrina mesmo com as baixas temperaturas, agora é preciso redobrar os cuidados para que não haja um aumento de criadouros do mosquito.
"Temos que trabalhar muito para manter esse índice baixo para quando começar o verão não tenha epidemia de novo", afirma a diretora da Vigilância em Saúde de Londrina, Maria Fátima Tomimatsu. Ele se refere ao último Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (Liraa), realizado em agosto e que apontou o índice 0,3% - o máximo recomendável pela Organização Mundial de Saúde é 1%.
Considerando dados deste ano, Londrina registrou até agora 13.289 notificações, que resultaram em 5.008 confirmações, 7,5 mil casos descartados e 781 aguardando o resultado dos exames. "Estamos trabalhando para o projeto ‘Verão sem Aedes’, que antes era Verão sem Dengue. Mudamos o termo porque agora temos o vírus zika e a chikungunya", aponta a diretora. Ela antecipa que várias atividades estão planejadas para serem realizadas em outubro e novembro. "Vamos trabalhar com comunidades locais, instituições e intensificar o trabalho de campo. Também queremos intensificar o trabalho com a imprensa, que tem sido fundamental para divulgações de informações sobre o problema", expõe.
Maria Fátima ressalta a importância de cada morador fazer uma vistoria frequente na casa para evitar que objetos se transformem em criadouros do mosquito. "É um cuidado básico que a pessoa deve realizar no seu quintal. Se todos fizessem isso, de 70% a 80% do problema estariam resolvido, pois a maioria dos criadouros está dentro das casas", argumenta. (V.O.)

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