Prevenir casos de bullying, problemas familiares e despertar o senso de ética nas crianças. Visando atingir esses objetivos a direção da Escola Municipal Moacir Camargo Martins, localizada no conjunto Parigot de Souza (Zona Norte de Londrina), está desenvolvendo uma série de encontros através do programa Amor Exigentinho. Uma vez por semana, 210 estudantes de 1 a 3 séries participam de palestras, dinâmicas de grupo e debates sobre temas como violência, amor, drogas, entre outros.
Segundo a professora Sirlene Moura, responsável pelo programa na escola, a iniciativa já rende efeitos positivos. ''Iniciamos o programa em agosto e os alunos têm se mostrado bastante receptivos com as atividades realizadas'', afirma.
Ela explica como funciona o programa. ''A cada encontro sempre levantamos um tema, abrimos debate sobre o assunto e realizamos uma dinâmica de grupo. Também indicamos livros e passamos slides no projetor para ampliar a discussão e facilitar a compreensão dos alunos. Aos poucos eles estão percebendo a importância de ser gentil com as pessoas e a respeitar as diferenças. Dessa forma estão vendo a gravidade de xingar um colega porque é mais baixo ou mais gordo e deixando de fazer isso'', ressaltou.
A diretora da escola, Regina Pierotti, explica que a adesão ao programa Amor Exigentinho foi opcional, mas que pretende dar continuidade no próximo ano. ''Essa é uma forma de aproximar a escola da família, pois o programa ajuda as crianças a expor suas dificuldades e enfrentá-las de uma maneira positiva. Quando percebemos que existem conflitos familiares mais graves, encaminhamos os pais para serem atendidos pelo programa Amor Exigente, que realiza um trabalho semelhante com adultos'', argumentou.
Certo e errado
Os alunos da escola destacam os pontos positivos da iniciativa. ''Nos encontros do programa a gente aprende o que é certo e o que é errado. Aprendemos, por exemplo, a observar que generosidade gera generosidade. Achei o Amor Exigentinho bem legal'', relatou Letícia Moraes, 9 anos, estudante da 3 série.
''Eu não percebia o mal que as pessoas causavam ao fazer xingamentos ou brincadeiras por causa da altura ou gordura dos outros. Agora procuro chamar a atenção dos meu colegas para não fazerem mais isso'', disse Giane Aparecido, 9 anos, aluna do 3º ano do Ensino Fundamental. ''As coisas boas que eu aprendo nos encontros procuro praticar fora da escola também, como não bater nos meus colegas e nem xingá-los'', ressaltou Matheus Francisconi, 9 anos, estudante da 3 série.

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