'Trabalhamos como se fôssemos regulamentados'
Curitiba - A chefe da Defensoria Pública do Paraná, Sílvia Xavier Glaser, destacou que a falta de regulamentação não é a pior situação do órgão neste momento. Ela reconhece que o Estado não atende dispositivos constitucionais, mas destaca que o trabalho é realizado do mesmo jeito. ''Trabalhamos como se fôssemos regulamentados'', ponderou ela ao falar do volume de processos em tramitação na defensoria.
Segundo Sílvia, são cerca de 30 mil processos - entre notificações judiciais, extrajudiciais e orientação jurídica -, o que sobrecarrega os 47 advogados que atuam na Defensoria Pública do Paraná, em Curitiba. Nesse volume, estão contabilizadas as ações cíveis, de família, dos juizados especiais e da Vara da Juventude, mas há, ainda, processos criminais, delitos de trânsito e relacionados a adolescentes em conflito com a lei. ''São profissionais extremamente comprometidos, que trabalham com carinho e respeitando o ser humano'', disse Sílvia.
A maior demanda da defensoria pública, em Curitiba, é de processos das varas de família e, segundo Sílvia, envolvem casos de violência psicológica, física e patrimonial. Inicialmente, é feita uma triagem para que sejam atendidas pessoas com renda de até três salários mínimos.
A Secretaria de Estado da Justiça informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifestaria sobre o assunto. (A.L.)





