O estresse é uma preocupação que já frequenta a Academia Militar, que incluiu uma disciplina para ensinar os aspirantes a administrarem o problema.
O cabo Rogel Silvério, da Patrulha Escolar, resume numa frase o que significa sair para atender uma das 50 mil ocorrências ano em Londrina, expondo o militar ao problema. ''Trabalhamos com a desgraça da sociedade, que cai aqui dentro (da coorporação).''
A frase pode ser traduzida no risco que a operação envolve, a pressão do tempo que o militar tem para tomar a decisão entre apertar ou não o gatilho, o medo de errar e ser responsabilizado legal e moralmente.
''Uma coisa que nos causa estresse é a questão da opinião pública. O que sai na imprensa está mais associado com a forma da polícia agir, apresentando situações legais como se fossem erros'', desabafa o sargento Marcos Johas, que não vê o Pelotão de Choque como o mais estressante, apontando a Central de Operações da PM (Copom) a verdadeira maquininha de estresse.
''Ao chegar em casa, depois de um turno pesado e com situações graves, não consigo dormir direto. O corpo pede para descansar, mas a mente não desligou. Para combater o problema, ouço música clássica. Também conto com apoio familiar e religioso'', exemplifica a situação, a cabo Márcia Campano, operadora de rádio da PM e que coordena o trabalho de mais de 20 viaturas.
''Eu até durmo. Porém, há dias em que lá pelas 4 horas da madrugada acordo, com um flash e as idéias vão se formando com o que aconteceu durante o trabalho'', completa o capitão Altivir Cieslak, que também busca socorro espiritual.
Depois que vou ao encontro da minha família tenho estrutura para poder voltar no outro dia e começar tudo de novo'', conclui a cabo Campano. (F.L.)

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