Para Simone Amancio Mota, 21 anos, que trabalha no setor de teleatendimento da Sanepar, a situação vai ficar bastante difícil se o seu contrato não for renovado. Portadora de deficiência visual, Simone trabalha há seis meses na empresa e tem contrato garantido até setembro. ''Depois eu não sei como vai ficar. Está muito complicado conseguir emprego, principalmente quando existe uma deficiência'', lamentou.
Ela diz que já prestou o concurso público no ano passado, mas não passou. Este ano, Simone pretende tentar novamente uma vaga no concurso da Sanepar, que acontecerá em março. ''Já comecei a estudar, pois esta é a última opção'', reforçou. Na opinião dela, o governo deveria ampliar a cota específica das vagas dos concursos para os deficientes, pois seria uma oportunidade a mais de conseguir um emprego.
A mesma opinião é compartilhada pelo teleatendente, Ozias Frez Bockorny, 26, que teve poliomielite. Ele acredita que aumento na cota destinada aos portadores de deficiência seria uma forma mais justa de seleção. ''Muitos deficientes não tiveram acesso a uma boa escolaridade e, por isso têm menos chances'', afirmou. Ele acrescenta, no entanto, que não é porque o deficiente não teve oportunidade que não conseguirá exercer as funções propostas.
Ozias trabalha há uma semana na Sanepar e tem contrato garantido só até março. ''Vou prestar concurso, mas se eu não passar, não poderei ficar aqui'', salientou.

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