Representantes da Cooperativa dos Mototaxistas e de centrais de Londrina entregaram ontem um abaixo-assinado com cerca de 400 nomes ao presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella. Eles protestam contra a instalação do mototaxímetro. Anteontem, o prefeito Nedson Micheleti (PT) assinou um decreto determinando prazo de 60 dias para instalação do aparelho.
Hoje, às 9h30, Sella se reúne com representantes da categoria e da fabricante do mototaxímetro. De acordo com Sebastião Ferreira da Silva, o Batuta, 35 anos, líder da cooperativa, o objetivo do grupo é negociar com a empresa Auto Veloz, que vai fornecer o equipamento a um custo de R$ 300. ''Além da maioria dos mototaxistas, a população é contra porque vai encarecer o serviço'', opinou. ''Noventa e cinco por cento, pelo menos, não têm condição de colocar o aparelho à vista.''
Já a presidente da Associação dos Mototaxistas, Edimara Adolfo Oliveira, 31, disse que a entidade é a favor da lei. ''Ela (a lei) moraliza o mototáxi'', declarou. Segundo ela, a maioria dos integrantes da associação concorda em cumprir o decreto do prefeito, mas seria contra o valor do equipamento.
A proprietária da Auto Veloz, Marisa Capellari, disse que sua empresa foi a única a cumprir os prazos de entrega de documentação na licitação. Segundo ela, uma negociação com a Associação dos Mototaxistas e representantes de centrais ficou acertada redução do preço para R$ 285. ''É o mínimo possível.'' A intenção da cooperativa, segundo Batuta, no entanto, é negociar o preço. Para Sella, o movimento seria ''arquitetado somente por cinco por cento de descontentes.''
Batuta questiona ainda a exigência de motos com no máximo cinco anos de uso e a impossibilidade de utilização de linhas de crédito para compra do aparelho por profissionais com ''o nome sujo na praça''. As linhas teriam sido negociadas por Edmara. Ela aponta como alternativa financiamento em nome da central para os mototaxistas com restrições de crédito.
A cidade tem hoje 700 profissionais cadastrados pela CMTU. Estimativas de profissionais da área apontam que pelo menos mais 200 atuam hoje de forma irregular.

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