Trabalhadores protestam por mais segurança
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quinta-feira, 10 de março de 2005
Luciana Pombo e<br>Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os funcionários da Indústria Metalúrgica Técnica Ltda. (Imetec) em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, participaram ontem de um protesto de uma hora em frente à unidade. O ato foi por melhores condições de trabalho e segurança na empresa. Na terça-feira, um trabalhador morreu esmagado por um cilindro de aço de duas toneladas. Sebastião Domingues tinha 48 anos e há 16 anos estava na empresa. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba chegou a protocolar pedido de interdição da fábrica junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), anteontem.
De acordo com o diretor da entidade, Wilson Tataren, há um ano existe uma negociação interna para a ativação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Mas nenhuma melhoria foi conquistada. ''A empresa trabalha sem qualquer tipo de segurança de trabalho. Nem mesmo botinas especiais são usadas pelos trabalhadores'', reclamou. Uma caldeira de 200 litros com óleo para temperar peças está instalada no piso e estaria causando riscos. ''Sempre sai faísca e não é raro pegar fogo. Já tivemos funcionários feridos e queimados.''
Ontem, um auditor fiscal da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) esteve vistoriando as instalações. Desde novembro de 2002, a empresa não era fiscalizada. O chefe do setor de Inspeção do Trabalho da DRT, Luiz Fernando Busnardo, disse que o relatório ainda não foi concluído. A DRT está investigando as causas do acidente e as condições de segurança dos demais setores. Segundo ele, em princípio, o acidente teria sido causado por ''erro de procedimento''.
Essa é a versão também do administrador da Imetec, Guilherme Augusto Piekarski. Segundo ele, ''houve excesso de confiança'' por parte do funcionário no manuseio do equipamento, que não teria tomado as precauções de calçar a peça. Ele nega omissão da Imetec em relação à segurança dos empregados e garantiu que a empresa sempre procurou solucionar os problemas apontados nas reunões da Cipa que, segundo ele, está constituída há bastante tempo.
Ainda de acordo com Piekarski, a vistoria da DRT só encontrou pequenas irregularidades, em setores separados aquele do acidente, como ausência de placas de identificação nos componentes elétricos.


