Arapongas Cerca de 150 associados do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação realizaram uma passeata, ontem em Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina), para protestar contra a interdição do Frigorífico Frigomax pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em vigor há um mês.
Carregando faixas e cartazes, os funcionários se reuniram na sede da empresa e caminharam embaixo de chuva até a prefeitura na tentativa de falar com o prefeito José Bisca. O grupo permaneceu uma hora no local, mas foi atendido pelo chefe de gabinete, Carlito Araújo. ''O caso está nas mãos do Ministério Público. A única coisa que a prefeitura está fazendo é propor a doação de um novo terreno'', explicou ele.
O presidente do sindicato, Natalino Pinheiro Barbosa, disse que o grupo apelou para a prefeitura porque ''não havia mais a quem recorrer''. Ele comentou que o caso poderia ser discutido com a empresa em funcionamento: ''Se há problemas envolvendo o meio ambiente, achamos que deve ser resolvido. O fato é que a empresa foi imediatamente fechada e os funcionários estão até passando fome''.
Para o gerente da Frigomax, Sérgio Rubim, a melhor alternativa seria definir um ''prazo de adaptação'' para fazer as readequações exigidas pelo IAP, como a mudança das três lagoas de armazenamento e da graxaria (caldeira onde são mantidas as peles dos animais). ''Tínhamos assinado um termo de ajuste com o IAP, mas a Justiça não aceitou o documento. Reconhecemos que faltam algumas obras, mas precisamos que a empresa volte a funcionar'', afirmou Rubim, destacando que o prejuízo já ultrapassa R$ 600 mil neste período em que a empresa deixou de abater 10 mil bois.
Os processos estão tramitando na 1 Vara da Fazenda Pública e no Tribunal de Alçada, ambos sediados em Curitiba. A interdição ocorreu depois que fiscais do IAP identificaram resíduos da empresa no Rio Bandeirantes, que passa ao lado da sede.

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