Trabalhadores marcam assembleia do transporte coletivo em Londrina
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2018
Rafael Fantin <br> Editor on-line 

O Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina) realiza três assembleias com a categoria na próxima sexta-feira (7) em diferentes horários do dia para discutir, principalmente, os impactos da decisão da TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), empresa responsável pela maior parte dos serviços em Londrina, que já anunciou que não participará da licitação do transporte coletivo.
O presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, não descartou a possibilidade de paralisação para garantir as condições sociais e benefícios dos trabalhadores. "Quem se expressa é a assembleia geral. Pode ser que os trabalhadores queiram se manifestar com paralisações ou greve. Isso sempre pode acontecer em uma assembleia. O que não pode é a decisão ser interpretada pela imprensa, população ou órgãos públicos como uma forma de fazer pressão ou para proteger a empresa", declarou.
Ele afirmou que vê com muita preocupação o impasse por causa do fim do acordo coletivo em 31 de dezembro e o término das atividades da TCGL no dia 19 de janeiro. Nesta quinta-feira (6), os sindicalistas se encontram com representantes das concessionárias Grande Londrina, Londrisul e do Metrolon, sindicato que representa as empresas. Além disso, Silva espera que a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) também participe da reunião para esclarecimentos sobre as garantias dos trabalhadores.
A saída da TCGL também preocupa o sindicato dos trabalhadores por conta das demissões geradas com o fim da atividade. Segundo Batista, são
1.651 empregados, sendo 921 motoristas e 318 cobradores com estabilidade de mais 24 meses, que foi acordado em negociação anterior.
Ao todo, TCGL e Londrisul possuem cerca de 2 mil empregados.
"Em agosto, enviamos para o prefeito, CMTU e Câmara Municipal, um pedido para que o edital da nova licitação tivesse garantias das conquistas dos trabalhadores, como jornada de 6 horas, piso salarial, vale alimentação e Programa de Participação de Resultados", lembrou.
ENTENDA O EDITAL
Em entrevista à FOLHA, o diretor de Transportes da CMTU, Wilson de Jesus, esclareceu que o edital prevê a manutenção no número de vagas de postos de trabalhos para prestação do serviço.
"A planilha tarifária da área 1 e 2 já deve contemplar a manutenção dos postos de trabalho e benefícios da categoria. Proponente deverá considerar e respeitar a convenção coletiva para cálculo da tarifa", explicou.
Além disso, Jesus esclareceu que o edital afirma que as empresas vencedoras poderão optar por utilizar a mão de obra atual, pela experiência e qualidade do serviço prestados pelos funcionários. "O Município não pode obrigar, mas deixa essa opção no edital, pois reconhece a qualidade dos serviços prestados pelos trabalhadores", comentou.
O diretor de Transportes ainda explicou que houve uma mudança no tipo de contrato de concessão. O contrato atual foi feito com base em dois pontos: técnica (operação, qualidade, serviços) e outorga fixa (investimentos). Já o novo edital irá levar em consideração o menor preço de tarifa oferecido. A abertura dos envelopes ocorre no dia 26 de dezembro.


