Trabalhadores do Judiciário ameaçam greve Rubens Burigo Neto de Curitiba Depois dos funcionários da rede estadual de ensino, desta vez são os 4,5 mil servidores do Poder Judiciário que estão ameaçando entrar em greve caso não recebam reajuste salarial. Em assembléia realizada ontem, em Curitiba, cerca de 250 servidores decidiram paralisar suas atividades a partir do próximo dia 3 de abril caso o Tribunal de Justiça não dê um aumento nos salários da categoria de 53%, informou o diretor de imprensa do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná (Sindijus), Mário Montanha. O sindicalista afirmou que as a oportunidade para negociações entre os servidores e o Poder Judiciário ‘‘já passou’’. ‘‘Nossas perdas salariais vêm se acumulando desde 1992 e já propusemos diversas formas de parcelamento do reajuste. Agora (dia 15) que a 2ª Câmara Cível do TJ deu sentença favorável às nossas reinvidicações, estamos dando este prazo até o dia 3 para que se possa encaminhar os ofícios necessários e cumprir a decisão’’, explicou. Montanha assegurou que o índice do aumento traria um acréscimo de ‘‘apenas’’ 1% à folha de pagamento do Estado. A assessoria de imprensa do tribunal informou que somente o presidente do TJ, desembargador Sidney Zappa, poderia falar sobre o assunto. Mas, como ontem ele estava em Fortaleza (CE), só deverá se pronunciar na segunda-feira. Montanha considerou que se o TJ não cumprir a determinação, ficará comprovada a ‘‘falta de empenho’’ do Judiciário em aplicar o reajuste. Ele afirmou que os servidores também vão cobrar da presidência do TJ a ‘‘reorganização’’ do plano de cargos e salários. ‘‘Nossos salários variam de R$ 200,00 a pouco mais de R$ 2 mil, só que há uma grande distorção de valores entre cargos semelhantes’’, criticou.