Porecatu - Os cerca de 3 mil trabalhadores da Usina Central do Paraná de Porecatu, que estão há dois meses sem receber seus salários e que mantêm greve há oito dias, fazem novo protesto hoje, durante passeata do centro da cidade até a empresa. A exemplo de anteontem, os comerciantes da cidade devem fechar as portas em solidariedade ao movimento. Ontem a direção da usina reuniu-se com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Alimentos e prometeu para breve o pagamento dos salários atrasados.
O presidente do sindicato, Celso Mattos, disse que diretores da usina estiveram ontem em São Paulo com o objetivo de buscar recursos para pagar os funcionários. ''Eles nos garantiram que estão buscando uma forma de pagar o pessoal. Só retornaremos ao trabalho assim que o valor total, dos dois meses de atraso, forem pagos aos quase 3 mil funcionários efetivos e também aos 700 contratados'', disse.
A greve tem o apoio do Conselho de Pastores, Igreja Católica e comerciantes de Porecatu. Na manhã de quarta-feira os grevistas bloquearam, por pouco mais de uma hora, a Rodovia João Lunardelli (PR-170) que dá acesso ao Estado de São Paulo, como forma de protesto. A Usina Central é uma das maiores na produção de açúcar e álcool do Norte do estado.
A FOLHA entrou em contato com a Usina mas ninguém da direção se encontrava na empresa para falar com a reportagem.
Sensibilizados com a situação dos funcionários da Usina, moradores de Porecatu se articularam com o objetivo de ajudar algumas famílias. O comerciante Fábio Henrique da Silva, que trabalha em um bar no Centro de Porecatu, conseguiu reunir cerca de 500 quilos de alimentos que serão entregues neste sábado a pelo menos 50 famílias. ''Não vai dar muita coisa mas dá para ajudar por um tempo pelo menos os que moram nas fazendas e que estão passando dificuldade.''

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