Maringá Trabalhadores do setor privado de hospitais, clínicas e laboratórios de Maringá paralisaram as atividades ontem em protesto pela falta de reajuste salarial reivindicado em 19,36%. O sindicato da categoria calculou a adesão ao movimento em 65% dos sete mil trabalhadores, grande parte nos nove hospitais de Maringá e região. Durante o movimento de advertência, o sindicato anunciou para o dia 8 de agosto o início de uma greve por tempo indeterminado.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde, Elizeu Mortean, desde maio, período de data-base da categoria, as negociações com o sindicato patronal avançaram apenas em uma proposta de reajuste de 10% divididos em duas vezes. Para Mortean, o índice não condiz com a perda salarial da categoria nos últimos 12 meses.
Para o sindicato patronal, a falta de reposição por parte do Sistema Único de Saúde (SUS), cuja tabela está defasada desde 1994 e dos planos particulares desde 1996, impede um acordo na negociação com os trabalhadores. ''O SUS e os convênios são as duas principais fontes de receita dos hospitais'', afirmou o diretor do Hospital Santa Rita, Hiran Alencar Mora Castilho, que participa da nova diretoria do sindicato patronal com posse marcada para setembro.
Conforme Castilho, outro agravante dos hospitais está na dívida do município, responsável pelo gerenciamento de repasses do SUS, estimada em R$ 6 milhões desde abril de serviços já realizados pelos estabelecimentos de saúde. O representante dos trabalhadores não concorda com o argumento dos hospitais. ''Os nossos patrões não são o município ou os convênios'', disse Mortean.

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