Trabalhadores de hospital fazem protesto
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba Um ano após a morte de um adolescente de 14 anos no Hospital Colônia Adauto Botelho, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, trabalhadores e familiares de internos realizaram uma manifestação em frente à unidade, ontem de manhã. Eles protestaram contra a direção do hospital que, segundo os manifestantes, não tomou nenhuma medida para acabar com as causas que levaram à morte.
Segundo a representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública (SindSaúde), Graziela Sternheim, dias antes do garoto ser morto, funcionários alertaram a direção da unidade sobre a situação e as ameaças de morte, mas foram ignorados. O adolescente foi morto no dia 25 de fevereiro de 2005. Ele e mais alguns adolescentes infratores tinham sido transferidos do Educandário São Francisco para o hospital.
Segundo os manifestantes, a única medida adotada foi o fechamento da ala de adolescentes. Eles afirmam, no entanto, que o hospital continua recebendo pacientes por decisão da Justiça ou da Segurança Pública, colocando em risco os funcionários e demais pacientes. ''Na Unidade de Recuperação de Alcoolistas, por exemplo, tem traficantes de drogas internados, e vários funcionários já foram inclusive ameaçados.''
Em nota oficial, a direção do hospital informou que menores em conflito são encaminhados para o Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp). ''Para que eles não fiquem desatendidos, o governo do Paraná determinou à Secretaria da Saúde a contratação de diversas equipes para realizar o atendimento em saúde mental necessário para estes pacientes no próprio Iasp. Além disso, outras equipes foram contratadas para o Centro Psiquiátrico Metropolitano, para atendimento ambulatorial'', diz a nota. Ela não esclarece, sobre a existência de internados maiores de idade com pendências judiciais.


