Trabalhadores de hospitais fazem grave
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quinta-feira, 14 de julho de 2005
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Umuarama Trabalhadores de hospitais privados de Umuarama (Noroeste do Estado) entraram em greve, ontem, por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 15,39%. Os empregadores oferecem 6,6%. As negociações começaram em março deste ano.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Sa© úde de Umuarama e Região, Maria Luiza Dosso Martins, informou que a paralisação se concentra em quatros hospitais: Cemil, Norospar, Nossa Senhora Aparecida e Clínica de Psiquiatria Santa Cruz. Juntos, os estabelecimentos somam quase 500 funcionários. O sindicato garantiu que o movimento vai manter pelo menos 40% dos trabalhadores no atendimento, como prevê a lei.
Ontem, a adesão à greve foi maior entre os funcionários de limpeza, copa e cozinha, que ganham os menores salários. ''É praticamente um salário mínimo. Os auxiliares de enfermagem recebem R$ 332,89 por mês'', declarou Maria Luiza. Ela acredita que o movimento deva ganhar força nos próximos dias. ''Greve se constrói com organização'', justificou.
O presidente do Sindicato dos Hospitais de Umuarama e Região, Luiz Carlos Cortez Derenusson, afirmou que a entidade está aberta à negociação, mas que será difícil rever a proposta, que inclui, além do reajuste de 6,6%, o aumento do auxílio-alimentação de R$ 55,00 para R$ 58,00. ''A situação dos hospitais é difícil. O SUS não reajusta há 11 anos e os planos de saúde também não conseguem aumentar a remuneração'', disse. Os servidores fariam uma assembléia ontem à noite para avaliar o primeiro dia de movimento.


