Os trabalhadores do setor operacional e os técnicos químicos da Sanepar que paralisaram as atividades novamente nesta quarta-feira (14) em Curitiba, Matinhos e Guaratuba para reivindicar uma maior participação nos lucros da empresa (PPR), decidiram suspender o movimento.

Depois da paralisação ocorrida em diversas cidades do Estado, a Sanepar enviou uma carta ao Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento (Saemac) e ao Sindicato dos Químicos do Paraná (Siquim) em que afirma que "diante da greve iniciada nesta data restou prejudicada a negociação relativa ao pagamento de participação nos lucros e resultados inerentes ao ano de 2011, restando, portanto, retirada toda e qualquer proposta anteriormente feita."

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento (Saemac), Gerti José Nunes, essa atitude da empresa resultará em um retrocesso no processo de negociação que já se estende por mais de dois meses. "Agora voltamos a estaca zero. A Sanepar afirmou nessa carta que não pagará nem mesmo os R$2,3 mil que havia oferecido anteriormente. Só que ela já pagou esse valor a aproximadamente 10% do quadro funcional que aceitou a proposta nas sessões de assembleia.

Sabemos que ela não pode tratar de forma distinta os seus funcionários, com base no princípio de isonomia e por isso agora estaremos travando uma briga judicial para que haja não só o pagamento dos R$2,3 mil, mas sim dos R$4,6 mil que sempre reivindicamos", esclarece Nunes.

A partir de amanhã os funcionários que aderiram ao movimento paredista retornarão às suas atividades, porém o indicativo de greve da categoria se mantém e novas paralisações poderão ocorrer ainda este mês.

Entenda o caso - Nos anos de 2008, 2009 e 2010, a Sanepar distribuiu aos sócios acionistas do Grupo Dominó 25% do seu lucro líquido. Desse montante, 25% foi destinado a divisão linear entre os trabalhadores. Porém, esse ano a Companhia aumentou para 50% o percentual repassado aos acionistas e reduziu para 12,5% o valor que seria pago aos trabalhadores. A categoria reivindica que seja mantido o percentual de 25%, o que totalizaria aproximadamente R$4,6 mil para cada funcionário.

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