Trabalhadores anônimos que fazem a diferença
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Marian Trigueiros<br>Equipe da Folha 
Londrina - Com o alto desenvolvimento intelectual das atividades humanas nas últimas décadas, o conhecimento tornou-se uma das características mais valorizadas na sociedade. O potencial de cada um é medido pelo nível escolar adquirido, ou seja, o saber é fundamental para ser respeitado. Diante desse cenário, torna-se normal o fato de muitos trabalhadores serem anônimos. São pessoas, em sua maioria, que realizam atividades que não necessitam de um desempenho intelectual, e sim físico, mas fundamental para o bom andamento da cidade. Todavia, sua importância muitas vezes é lembrada quando precisamos de seus serviços ou quando estes estão ausentes.
É o caso do varredor de rua Cledistony da Silva, 28 anos. Oriundo do Ceará há nove anos, veio em busca de oportunidades. Trabalhou como servente, foi gari de caminhão de lixo, e hoje varre as ruas de Londrina. "É um trabalho puxado, exposto ao vento, sol, frio, mas que faço com muita dedicação. Acredito que minha atividade seja importante, porém é um quebra-galho. Na verdade, todo mundo deveria ter a responsabilidade de contribuir com a limpeza da cidade."
Durante suas longas caminhadas diárias, ele ficou conhecido e fez algumas amizades. "Apesar da maioria dos moradores ser educada, infelizmente, ainda há muitas pessoas que nos vêem como empregados deles", conta.
Não menos importante, a história da camareira Dalvina Chacorosque, 59, tem pontos em comum com a de outros trabalhadores. Depois de anos no ramo de confecção, foi trabalhar de camareira num hotel, onde já está há 15 anos. "Apesar de alguns nem olharem na nossa cara, não deixo de realizar meu trabalho com esmero. Aprendemos a lidar com essas situações, que com o tempo não incomodam mais", diz.


