Curitiba Trabalhadores de hospitais particulares e filantrópicos de Curitiba e região devem entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira. A categoria reivindica a aprovação da convenção coletiva e protesta contra supostas mudanças que as instituições pretendem implementar.
''Os hospitais querem implantar jornada de trabalho semanal de 44 horas para o setor de apoio e deixar em aberto o horário do setor de enfermagem. Além disso, propuseram um reajuste salarial de apenas 3,34%. Não admitimos a mudança de jornada nem brechas, porque a jornada semanal de 36 horas é uma conquista histórica da categoria'', disse Isabel Cristina Gonçalves, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc).
A proposta dos funcionários inclui reposição das perdas salariais desde 1998, aumento real da remuneração em 3% e correção do piso salarial. Segundo Isabel, a greve não vai gerar colapso nos serviços de saúde de Curitiba e região. ''Vamos manter 30% do atendimento nos setores essenciais, conforme previsto em lei, e deixar abertos um pronto-socorro e uma maternidade.''
Os representantes dos hospitais apontaram que estão abertos a negociações, mas alegaram que ''há total impossibilidade de acolher as reivindicações da classe obreira''. Em nota enviada pela assessoria, a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Fehospar) ''reconhece que a atividade é hoje uma das que mais sofrem com a baixa remuneração, mas esclarece que (essa situação) é reflexo de uma crise que deixou os estabelecimentos de saúde inviabilizados financeiramente''.
Além disso, argumenta que ''há mais de 10 anos não há reajustes na esfera do sistema público, o SUS, e que na saúde suplementar (os planos de saúde) as defasagens já são superiores a 80%.''

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