Cascavel - ‘‘Trabalhadora: gerando vida, semeando a terra e construindo a nova sociedade’’ é o tema do 2º Acampamento Estadual das Mulheres Trabalhadoras Rurais, que começou ontem e segue até amanhã, no Centro de Convenções e Eventos, de Cascavel. Durante os três dias de encontro, cerca de 1,5 mil mulheres do campo estarão discutindo suas bandeiras de luta em busca da igualdade de direitos e deveres com os homens.
O evento é alusivo ao Dia Internacional da Mulher, comemorado amanhã, e faz parte da 2º Mobilização Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais, que acontece simultaneamente em várias cidades brasileiras. Dentro do encontro, as participantes terão a oportunidade de denunciar os abusos praticados pelos homens, além de reivindicarem uma política que garanta a documentação e cidadania a todas as trabalhadoras rurais.
Uma das palestrantes, a socióloga Moema Viezzer, explica que em 1995, durante um encontro na China, todos os países ligados às Nações Unidas, assinaram uma plataforma com nove bandeiras em defesa das mulheres. Entre elas, estão a prevenção e enfrentamento da violência e o combate e eliminação da pobreza.
Sobre a violência, Moema afirma que as mulheres do campo ainda sofrem muito com a agressão doméstica, praticada pelos maridos. Em relação ao combate da pobreza, a socióloga ressalta que 70% das pessoas pobres em todo mundo são mulheres. ‘‘Isso é um reflexo da falta de políticas sociais e de capacitação destinadas as mulheres’’, explica.
Para amanhã, às 15 horas, está prevista a realização de uma passeata pelo centro de Cascavel. Segundo a coordenadora do evento, Margaret Maran, esse último ato do encontro será utilizado para alertar toda sociedade sobre a política de exclusão e marginalização dos pequenos agricultores praticada pelo governo federal.

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