Trabalhadora usa máscara no Centro
Enquanto a solução não chega, o jeito é criar medidas que amenizem a sujeira e o mau cheiro. No Centro de Londrina, já nas primeiras horas da manhã é possível encontrar o caminhão da prefeitura realizando uma limpeza das vias públicas e praças. Para esta tarefa, são utilizados diariamente cerca de 40 mil litros de água.
''Nós que temos que varrer todos os dias, percebemos o quanto as pombas sujam as ruas e calçadas. Quando chove, a situação piora, pois além do cheiro ficar mais forte, as fezes deixam o chão escorregadio. Já vi muita gente se machucar por causa disso'', comenta Celene Aparecida Dias, varredora pública, que faz questão de utilizar máscaras para trabalhar.
Essa mesma situação é relatada pelo lavador de bancos Márcio Madeira, que é responsável pela lavagem de 90 bancos da área central. ''Eu não tenho nojo, mas o cheiro me incomoda muito. Não tem como acostumar'', conta ele, que utiliza água, espátula, vassoura e até um rodinho para que as pessoas possam frequentar as praças.
A limpeza dos veículos que ficam estacionados nas ruas e são ''atingidos'' pelas pombas também deve ser frequente. Para Adão Zacarias, de Cambira (Noroeste), as visitas a Londrina sempre terminam no lava-rápido. ''Estaciono sempre ao redor do Bosque e quando volto é a mesma história: o carro fica todo cheiro de cocô e tenho que lavar na hora para não comprometer a pintura'', lamenta. (M.O.)





