Um acidente de trabalho ontem de manhã num prédio em construção na Rua Uruguai (área central) feriu gravemente o gerente de compras da Construtora Abussafi, Elzio Antonio da Silva, 33 anos. Ele foi até a obra, onde trabalham 27 operários, para conferir uma entrega de material. Elzio estava saindo quando foi atingido por um feixe de vergalhões de ferro. Levado para a Santa Casa, o operário teve a perna amputada.
Segundo os trabalhadores que estavam descarregando o ferro de um caminhão, Elzio saía de costas puxando um carrinho de mão e não viu os operários jogando o feixe no chão. ‘‘Foi tudo tão rápido que quando a gente viu ele estava caído com a perna quase separada do corpo e presa debaixo do ferro’’, contou um dos operários. O Siate chegou em oito minutos e levou Elzio para a Santa Casa. À tarde, depois da cirurgia, o estado de saúde do gerente era considerado bom.
De acordo com o mestre de obras Aparecido Alves da Silva, este é o primeiro acidente no prédio, que começou a ser construído no ano passado. O dono da construtora, o vereador João Dib Abussafi Filho (PRTB), chegou ao local logo depois do acidente e conversou com Elzio dentro da ambulância: ‘‘Ele reconheceu que cometeu uma imprudência, foi uma falta de atenção’’, lamentou. Elzio é funcionário administrativo da empresa há cinco anos.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Denilson Pestana, não acredita que o acidente foi causado por imprudência: ‘‘O acidente aconteceu porque não foram adotadas medidas de segurança para executar esse tipo de atividade’’. De acordo com Pestana, como os operários estavam trabalhando fora do canteiro, na calçada, o local deveria ter sido interditado e sinalizado antes do ferro ser descarregado: ‘‘Do mesmo jeito que o funcionário da construtora foi atingido, poderia ter sido uma criança ou um pedestre qualquer’’, afirmou, ‘‘sem contar que o caminhão estava na contramão’’. O dono da construtora garante que o operação foi feita com toda a segurança: ‘‘Colocamos cones na calçada interditando o local’’.
O sindicato vai aguardar alguns dias para decidir se tomará alguma medida contra a construtora.

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