Entre as supostas vítimas de intoxicação por benzeno no trabalho de limpeza do óleo vazado na Repar, o caso mais grave é do servente de pedreiro José Marcondes Portella da Luz, 40 anos. Ele está internado há 60 dias no Hospital Evangélico, em Curitiba, com paralisia nas pernas.
Segundo seu advogado, Sandro Pinheiro de Campos, Luz sofre de mielite transversa, uma inflamação na coluna, cuja causa ainda não foi diagnosticada. Ontem, a Folha tentou conversar com o servente, mas o hospital negou a entrevista. O Evangélico também não forneceu o telefone do médico que cuida dele. De acordo com o advogado, relatos médicos associam a doença ao benzeno.
Ainda nesta semana, Campos vai ingressar na Justiça com uma ação indenizatória por danos materiais e morais contra a empresa Econ Engenharia, de Curitiba – que contratou o servente de pedreiro para trabalhar na retirada do óleo durante 17 dias –, e a Petrobras. Apenas a indenização por danos materiais (os 25 anos de vida produtiva que restariam ao trabalhador) pode superar R$ 100 mil. (V.D.)