Torcida se mobiliza para doar sangue
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
No mês passado, ao ler reportagem da FOLHA que relatava a história do menino Daniel, transplantado de medula óssea, e a queda no número de doações de sangue no Hemocentro Regional de Londrina por conta da pandemia da Gripe A (H1N1), leitores se sensibilizaram e resolveram ajudar. Trata-se de um grupo de apaixonados por futebol, integrantes da Mancha Alvi Verde Londrina (torcida organizada da Sociedade Esportiva Palmeiras). Além de festejar os jogos vencidos pelo clube, eles se reúnem para realizar trabalhos sociais.
O diretor sócio-cultural da torcida, Anderson Eduardo Alves Mariano, conta que há tempos a torcida planejava se mobilizar para essa ação, mas só depois da publicação da matéria a iniciativa saiu do papel. Chegamos a fazer uma doação coletiva uma vez, mas poucos participaram. Desta vez estamos mobilizando a torcida toda. O Hemocentro vai disponibilizar o seu ônibus, para levarmos o maior número possível de pessoas, explicou.
O encontro vai acontecer no próximo dia 26, quando pelo menos 50 dos 120 integrantes da torcida organizada de Londrina devem comparecer. O restante, explica Mariano, deve ir no fim de semana seguinte. A torcida toda se comprometeu a participar e, se puderem, todos vão doar, inclusive com o cadastro para doação de medula óssea, enfatizou.
A Mancha Alvi Verde Londrina existe oficialmente há quatro anos e por enquanto não tem uma sede oficial. Os integrantes se reúnem todo dia de jogo num bar localizado na Rua Araguaia, Vila Nova (Área Central). Desta vez, além da doação de sangue, os 120 integrantes vão arrecadar alimentos não perecíveis, que serão doados a entidade beneficente.
O bacharel em Direito Rafael Damaceno de Assis, 24 anos, faz parte da torcida há três anos e considera de extrema importância a iniciativa do clube. Acho maravilhoso porque é uma forma de ajudarmos. A torcida organizada pensa nessas ações também, apesar de muitos não acreditarem nisso, disse.
Integrante há dois anos da torcida, o estudante Otávio Augusto Nascimento Abranches, 18, doará sangue pela primeira vez. Para ele, a ação servirá para mostrar às pessoas que as torcidas organizadas não são grupos violentos ou indiferentes aos problemas sociais. Tem muita coisa boa acontecendo. Estamos sempre colaborando com campanhas do agasalho e outras medidas em benefício da sociedade. Para mim, doar sangue é importante porque além de ajudar alguém, sei que uma hora eu também posso precisar.
No mês passado, o Hemocentro registrou uma queda de 50% no número de doações. O estoque médio de bolsas para atender a demanda de Londrina e região é de 300 unidades, mas em agosto este número chegou a menos de 150 bolsas, sendo a maioria de apenas uma tipagem sanguínea.
SERVIÇO
Interessados em doar sangue ou fazer o cadastro para doação de medula óssea podem obter mais informações no Hemocentro Regional de Londrina pelos telefones (43) 3371-2356 e 3371-2218.


