Toque feminino na construção civil
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dos quinze alunos de uma das turmas do curso de pedreiro do projeto Futuro em Nossas Mãos, nove são mulheres. ''A mulherada está tomando conta'', alerta Jaqueline Andressa Viana, 18 anos. Ela, como as demais alunas, está aproveitando as aulas para se qualificar. Dona de casa, Jaqueline quer aprender uma profissão para colaborar com o orçamento doméstico.
''É uma experiência, uma oportunidade de adquirir conhecimento e experiência'', conta. Ontem, último dia do curso, Jaqueline ajudou as colegas a concluir uma das duas casas de boneca que irão ser utilizadas pelas crianças da creche da Associação de Proteção e Orientação Infanto Juvenil, no bairro Umbará. ''O mercado não quer saber se é mulher ou homem, o que importa é estar qualificado'', prevê.
Ao todo foram tiveram 160 horas de aula. ''Há um núcleo comum de disciplinas que preparam eles para o mercado, tanto para atuar como autônomos como contratados ou em cooperativa e a parte técnica do curso que é toda prática'', explica Eder Antônio Moreira, coordenador de projetos sociais da Associação.
Além do que aprenderam, os alunos do programa levarão para casa um kit pedreiro, com óculos de segurança, luvas de PVC, prumo e trena, que foi patrocinado pela Votorantim. ''É um material que eles vão usar como profissionais'', diz. Para Gislaine Aparecida Gumiero, de 18 anos, as novas ferramentas de trabalho são motivo de orgulho. ''Não vejo a hora de trazer a minha mãe aqui para ver o que construímos'', diz.
Gislaine vem de uma família de pedreiros. ''Mas quando a minha mãe soube do curso ficou louca'', conta. O trabalho na construção civil não era o que ela esperava para a filha. ''Mas com essa qualificação sei que vou ganhar mais e conseguir trabalhar registrada'', prevê a aluna, que trabalhava de babá antes do curso. Ao todo, 50 jovens estão sendo qualificados pelo programa em Curitiba, com idades entre 18 e 29 anos. A iniciativa é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em parceria com a Votorantim Cimentos, Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná (Sinduscon) e Rotary Clube.


