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MedoCaçambas colocadas em terreno baldio, em frente ao laboratório municipal (ao fundo): local serve de esconderijo para marginais, dizem funcionários; Deodete Pontes, que foi assaltada no ponto de ônibus, de repouso com ferimento nas pernas



O 13º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela área sudoeste de Curitiba - que abrange os bairros da Cidade Industrial, Tatuquara, Xaxim, Sítio Cercado e Pinheirinho -, começou anteontem a marcar presença todas as noites no bairro Tatuquara, onde os moradores são submetidos a um toque de recolher informal com medo da constante violência.
A polícia já recolheu no local, segundo o comandante do 13º Batalhão, Elba Maximiano, diversas armas brancas, uma arma de fogo por dia de operação e prendeu duas pessoas por tráfico e outras duas com porte ilegal de armas. Mesmo assim, para o capitão da PM Roberto Luiz Bondaruk, ‘‘os moradores se recolhem cedo porque chegam cansados e têm que trabalhar no dia seguinte’’. Foi desta forma que ele tentou explicar o toque de recolher que vigora a partir das 19h30 nas casas, comércio e bares da região, denunciado pela Folha.
Com apoio da Companhia de Choque, os policiais fazem batidas em bares e bloqueios nas entradas do bairro. A partir da próxima terça-feira, um módulo móvel fará o policiamento intensivo todos os dias, dando prioridade aos horários críticos (das 18 horas entrando pela madrugada). Até a semana passada nenhum tipo de policiamento era realizado no local, onde ‘‘acontece de tudo’’, segundo o comandante.
Assalto a ônibusO Grupo Águia de policiamento intensivo prendeu ontem, em flagrante, Pedro Carlos do Nascimento Almeida e Alceu de Almeida que realizavam assaltos em ônibus intermunicipais no trecho entre Curitiba e Foz do Iguaçu. Os assaltantes moram no bairro do Xaxim no sudoeste da cidade.
Os dois entravam nos ônibus como passageiros no Terminal Rodoferroviário de Curitiba e, nas proximidades de Ponta Grossa, vestiam capuzes, assaltavam todos os passageiros e desciam perto de alguma cidade. Eles foram presos com revólveres calibre 38 e estavam com mais de 40 relógios, algumas jóias, óculos de grau e objetos pessoais.
Gilson AbreuAlceu de Almeida e Pedro Carlos: muita violência nos assaltos à ônibus
Os dois têm passagem pela polícia. Pedro Carlos, de 26 anos, está indiciado por assalto à mão armada contra o posto de gasolina Tabisz Cia e Ltda, seguido de sequestro de Marli Gadens Tabisz e de sua filha Elaine Gadens Tabisz, que foram liberadas em um matagal e ameaçadas de morte e de agressões físicas.
O mais novo, Pedro, de 19 anos, é acusado de roubo do carro Escort placa AEX-1698. A polícia está a procura de outros assaltantes suspeitos de participarem da quadrilha. ‘‘Eles agem com extrema violência e ameaçam de morte os passageiros. Houve disparos dentro de um ônibus e pessoas foram feridas com socos e coronhadas’’, disse o capitão Roberson Bondaruk.

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