Curitiba - Maria (nome fictício, por razões pessoais), 40, perdeu as contas de quantas vezes virou o pé nas calçadas do centro de Curitiba. Ela só não esquece das situações em que caiu no chão por causa de buracos no meio do caminho. "Uma vez estava de salto baixo, falando no celular e caí num buraco", lembra.
Sem saber onde reclamar da má conservação das calçadas, Maria aproveitou a oportunidade de ter encontrado o prefeito Beto Richa (PSDB) durante a campanha eleitoral. "Comentei com ele que caí na rua e rasguei a calça. Ele disse que ia ver, mas nunca foi lá, está do mesmo jeito", reclama. Para evitar novos aborrecimentos, a moça conta que deixou de usar salto alto em algumas regiões da cidade, o que recomenda às curitibanas. "Usar salto alto na Marechal Deodoro e na Rua XV, esqueça."
Os tombos também são comuns na família da depiladora Roseli Rodrigues, 33. Mãe de duas crianças, ela conta que constantemente seus filhos tropeçam na rua onde mora há quatro meses, em um bairro residencial da Capital. "Meu filho de sete anos já ralou o joelho na pedra. Cansei de quebrar saltos, nem uso mais", lembra. Assim como Maria, Roseli não sabe onde reclamar da falta de cuidado de seus vizinhos com as calçadas. "A gente vai levando, vai deixando."
As reclamações devem ser feitas pelo telefone 156. Todos os registros são encaminhados ao setor de fiscalização da Secretaria Municipal de Urbanismo. "É uma garantia de retorno ao reclamante, que pode acompanhar o protocolo", afirma o diretor de fiscalização da SMU, José Luiz Filippetto. (C.G.B.)

mockup